My Fucking Moleskine

Leia o que escrevo, sinta o que escrevo, me ame, me sinta, me entenda… Ou melhor, entenda o que meu coração escreve e tenta dizer.

Tempestade.

Sabe, talvez eu precise “daquela” vida. De todo aquele dramalhão, de toda a minha impulsividade naquele lugar. Eu ando me sentindo tão… Vazia. Minhas aulas vão começar dentro de algumas semanas, finalmente vou pra faculdade e isso não me excita em nada. É como se eu tivesse fazendo isso apenas porque preciso. É o caminho certo a seguir. Às vezes acho que nunca vou sentir as coisas de verdade. Nada parece real. É tudo tão robótico, superficial. Eu nem sei porque estou lhe falando isso. Tu não tem nada a ver com as insatisfações de uma burguesinha mimada, que está passando por uma crise, que provavelmente tem a ver com o medo de crescer. Eu devia voltar com minhas sessões terapêuticas. Ou talvez eu devesse conhecer mais pessoas, fazer amigos, conversar. Eu queria um abraço agora, mas não tenho a quem pedir. Odeio domingos. Toda essa melancolia, essa nostalgia… Odeio domingos! Me desculpe por esse desabafo desconexo, mas hoje não está sendo um bom dia. Acordei e liguei a TV, estava passando Across The Universe. Estava quase no fim, quando Lucy canta Blackbird. Eu chorei desesperadamente e não parei até o final do filme. Beatles sempre me animou e de repente eu não conseguia controlar as lágrimas. Cada palavra, cada frase de motivação e conselho faziam com que eu me sentisse um lixo. A pessoa mais desprezível e inútil da face da terra. E talvez eu seja. Eu sempre falo, critico, julgo e nunca faço nada. Eu sou a personificação do que eu mais abomino. “Ninguém sabe o quando eu torço pra esse barco virar”. Ninguém sabe…